rulururu

post Driving time and driving me crazy.

junho 9th, 2008

Arquivado em: Uncategorized — admin @ 3:17 pm

“Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda, eu sei, pra você correr macio como zune um novo sedã. Tempo amigo seja legal. Conto contigo pela madrugada, só me derrube no final…

Tempo, tempo, tempo mano velho. Tempo, tempo, tempo mano velho.
Vai, vai, vai, vai, vai, vai…”

[Pato Fú - Sobre o Tempo]

É incrivel como o tempo passa por nossas vidas e nem percebemos. Voa, como vento, mas pesa mais que um elefante.

Quem nunca ouviu dizer que o tempo apaga? (Se bem que não acredito nesse negócio todo de esquecimento, acho que o tempo faz você se acostumar. Daqui a pouco retomo isso.) O tempo vai e volta. Belo aprenzidado é o fato de aprender. Por exemplo, quando você é pequeno, aprende a nunca aceitar coisas de estranhos. Independente de como for que aprendeu isso. Me lembro até hoje da Lucia (minha sempre atual empregada) jogando um copo de coca cola cheio no chão da calçada, quando o vizinho que tinha me oferecido virou de costas. E falou que sem querer eu tinha derrubado. Na hora, claro que não entendi nada, mas depois fui ver o quanto aquela cena me foi importante. Hoje eu mesma pego minhas coisas; se estou com vontade compro e pronto. Aprendi também a confiar apenas em myself (não que eu siga isso à risca…)

Com o tempo, deixei pessoas que não tinham valor nenhum, passar pela minha vida (se bem que creio que todos tenham algum valor, alguns marcam… outros não). Também deixei acontecer fatos e histórias ridiculas, que acabei esquecendo. Conheci pessoas incriveis (que continuam presente, mesmo com a velocidade arrasadora do tempo). Me acostumei com a ausência de pessoas que a vida (ou Deus) me tirou. E retomando meu pensamento, acredito muito que o tempo não apaga nada; apenas acostumamos com a falta e temos sempre a esperança de que tudo que vimos, vivemos e fomos volte. E volta. O mundo dá voltas e acho que isso é um dos grandes inimigos dos tempo. Mas ele sempre é mais forte.

Me vi crescendo. Aos 12, sonhava te 15. Aos 15, sonhava em ter 18. E agora, aos quase 18, só penso em pegar minha carteira de habilitação logo e parar de envelhecer. Mas volto a pensar e vejo que se não envelhecer, meu tempo não passará. Eu não poderei desfrutar dos meus futuros segundos no mundo, e dentro desses segundos, minhas futuras arendizagens e experiências.

O tempo bate na nossa cara, fato. Ele joga coisas que já passaram, remetem a memória lembrar de coisas absurdas. Nos faz chorar e nos faz rir. Nos faz lembrar e esquecer. Nos faz conhecer. Nos faz viver e correr. Nos faz dormir.

Tudo gira em torno do relógio. Ai entra duas visões: Ou você esquece de ver os ponteiros e vai aproveitar todo o tempo que o tempo lhe dá. Ou fica sentado apenas olhando. E nunca podemos esquecer: O tempo é a coisa mais egoísta do mundo. Quando ele vai ou acaba, não dá mais nada. Fica tudo com ele, não divide nem troca.

Então, acho que a melhor escolhe é sempre acordar a toda manhã e ver o mundo. Com ou sem tempo, mas não parado. Acompanha, como eu disse, esse arrastão de vento. E se ainda quer apreciar um dia melhor, de adeus ao tic tac do relógio em domingo ensolarado no parque ;D

 

Um beijo e um queijo (tic tac… tic tac…) :*

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